Da casa ao macrobordel: o remanescente colonial da escravidão e os (necro)negócios "gore" do Brasil contemporâneo, no romance "pssica"

  • Sheila Maués Autiello Università degli Studi di Milano

Abstract

O artigo propõe uma leitura do romance brasileiro Pssica (2015), de Edyr Augusto partindo da premissa de que a narrativa ficcionaliza o problema das rotas de exploração sexual na Amazônia Brasileira. O objetivo deste artigo é investigar de que modo o tráfico de meninas e mulheres na Amazônia é ficcionalizado, tendo por base teórica as categorias Necropolítica (Mbembe, 2018); Homo sacer (Agamben, 2010) e Capitalismo gore (Triana Valencia, 2010). Como resultado preliminar de um estudo mais detalhado sobre romances contemporâneos brasileiros, tem-se que o romance estudado, problematiza a vida a partir do contexto da política da morte, denominada necropolítica (Mbembe, 2018), seja pela representação estética do remanescente colonial da escravidão; seja pela emergência de  mercados criminosos que florescem em meio aos grupos submetidos a condições mortíferas.O artigo propõe uma leitura do romance brasileiro Pssica (2015), de Edyr Augusto partindo da premissa de que a narrativa ficcionaliza o problema das rotas de exploração sexual na Amazônia Brasileira. O objetivo deste artigo é investigar de que modo o tráfico de meninas e mulheres na Amazônia é ficcionalizado, tendo por base teórica as categorias Necropolítica (Mbembe, 2018); Homo sacer (Agamben, 2010) e Capitalismo gore (Triana Valencia, 2010). Como resultado preliminar de um estudo mais detalhado sobre romances contemporâneos brasileiros, tem-se que o romance estudado, problematiza a vida a partir do contexto da política da morte, denominada necropolítica (Mbembe, 2018), seja pela representação estética do remanescente colonial da escravidão; seja pela emergência de  mercados criminosos que florescem em meio aos grupos submetidos a condições mortíferas.

Pubblicato
2020-11-28
Fascicolo
Sezione
Articoli